Morte de gaúcha em SC: veja perguntas e respostas sobre o que aconteceu com corretora esquartejada
Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis
A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte.
Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira (9). Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora.
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'Pesso' e 'precionando': erros de português em mensagens levam família a registrar sumiço
Durante a investigação, a polícia também identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando o CPF dela, o que reforçou as suspeitas de crime.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o caso:
O que aconteceu?
Quem são os suspeitos pela morte da corretora?
Como a investigação foi conduzida?
Qual foi a motivação do crime?
Como os criminosos esconderam os restos mortais?
O grupo cometeu outros crimes?
A corretora suspeitava de algo?
Quem era a corretora gaúcha?
1. O que aconteceu?
Luciani havia sido vista pela última vez em 4 de março, segundo o irmão dela, Matheus Estivalet Freitas. O desaparecimento, no entanto, foi registrado na segunda-feira (9).
Segundo o irmão, mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando. Os familiares também desconfiaram quando a corretora não parabenizou a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março.
Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus.
Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis
Arquivo pessoal
2. Quem são os suspeitos pela morte da corretora?
Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial onde a vítima morava, presa na quinta-feira (12).
Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso na sexta-feira (13).
Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus. Ela foi presa na sexta-feira.
Ângela Maria Moro foi presa em Florianópolis, na quinta (12), inicialmente pelo crime de receptação, após a Polícia Civil encontrar diversos objetos que pertenciam à vítima em um dos apartamentos que a suspeita afirma administrar. Porém, durante a audiência de custódia, o juiz citou a existência de indícios de homicídio e determinou a prisão temporária da suspeita por 30 dias.
Já o casal Matheus e Letícia foi preso na sexta-feira (13) em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eles teriam fugido para o RS.
A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim com o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani.
3. Como a investigação foi conduzida?
De acordo com a Polícia Civil, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, os investigadores passaram a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.
Durante os trabalhos, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão.
Com base nesse relato, os agentes foram até o conjunto residencial, onde encontraram uma das mulheres suspeitas, que se apresentou como responsável pelo local.
Em um dos apartamentos do local, os policiais encontraram malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia.
O carro da corretora, um HB20, foi localizado nas proximidades da pousada. Ele foi usado para levar o corpo até o local de descarte, a mais de 100 km da Capital.
Carro de da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas
Juan Todescatt/ NSC TV
4. Qual foi a motivação do crime?
A polícia trata o caso como latrocínio, mas ainda apura como a decisão de matar a vítima ocorreu e qual foi o grau de participação de cada suspeito.
O latrocínio é uma forma de crime de roubo. Ele acontece quando há violência ou grave ameaça durante o roubo e essa ação resulta na morte da vítima.
Por causa da gravidade, o latrocínio é considerado um dos crimes mais severos previstos na lei. A pena pode variar de 20 a 30 anos de prisão, em regime de reclusão, com início do cumprimento da pena em regime fechado.
Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis
Redes sociais/ Reprodução
5. Como os criminosos esconderam os restos mortais?
Luciani foi esquar
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